Saiba mais sobre os chamados terrores noturnos e os medos mais frequentes relacionados com o sono durante a primeira infância.
Ana Margarida Marques

Os terrores noturnos são frequentes por volta dos dois anos de idade e novamente aos quatro anos, estando relacionados com a atividade onírica (sonhos) da criança. Segundo a psicóloga clínica Teresa Abreu, quando a criança tem terrores noturnos “assume um comportamento em que parece estar mais a sonhar do que acordada”. É importante pegar nela e acalmá-la, até que o choro intenso pare e a respiração tranquilize. Dar conforto e apaziguar a criança é o mais indicado neste contexto. 

Ajude a criança a vencer os medos 

Um medo comum relaciona-se com os “monstros no quarto” ou “monstros debaixo da cama”, como explica Mónica Pina, médica especialista em Medicina Interna e Consultora de Lactação.

 O conselho de Mónica Pina é que os pais entrem no “mundo de fantasia” das crianças, pois evidentemente os adultos “não veem o mundo da mesma maneira”.

“Se a criança tem medo que o monstro esteja debaixo da cama, nós tendemos a reagir de uma forma racional e explicar-lhe que, se olhar para debaixo da cama, pode ver como não há monstro nenhum. É lógico!”, diz Mónica Pina, continuando: «Mas uma das coisas que podemos fazer é dar-lhes sentido: Vamos dar cabo do monstro, passa aí a espada; ou olha que este monstro até é giro, anda cá!”.

“As situações que acontecem com os nossos filhos são situações potenciais para a aprendizagem e crescimento nossos e deles”, refere a especialista. “Se conseguirmos entrar nesse mundo somos mais úteis para eles, e a nós também nos faz bem”. 

Luz de presença ou objeto de segurança 

 Outras estratégias eficazes podem ser “manter ligada uma luz de presença no quarto” ou dar um boneco ou objeto que conforte e dê segurança. Perante qualquer despertar noturno, as crianças devem ter a certeza que «os pais estão por perto», lembra Mónica Pina.