Para além de estimular a produção de vitamina D, o sol tem importantes funções no organismo e aumenta a sensação de bem-estar, de acordo com um artigo recentemente publicado pela Sociedade Portuguesa de Pediatria.
No entanto, a SPP alerta: “As crianças são mais sensíveis às radiações solares do que os adultos, ficando vermelhas e queimando mais facilmente. Isto acontece porque a sua pele é mais fina e sensível e porque o processo de pigmentação da pele, que lhe confere alguma proteção, está ainda pouco desenvolvido.”
Fique com as principais medidas de proteção solar aconselhadas pela SPP para proteger as crianças durante o verão.
- Usar roupas frescas, chapéu e óculos de sol
É importante que a criança vista roupas frescas, idealmente de mangas compridas. É indispensável o uso de um chapéu, preferencialmente de abas. Proteja os olhos da criança com óculos de sol com filtro UV.
2. Aplicar um protetor solar adequado
- de largo espectro (bloqueador da radiação UVA e UVB)
- com um SPF 50+
- resistente à água e à fricção
- que não se associa a alergias de contacto
3. Manter a criança hidratada
Tenha sempre água fresca disponível para manter a criança hidratada ao longo do dia. Para além dos efeitos nocivos da radiação UV solar na pele, as crianças são também mais sensíveis que os adultos ao calor e têm maior risco de desidratação.
4. Evitar o sol entre as 11h e as 16h
Mesmo implementando as medidas de proteção recomendadas, nos meses de verão as crianças não devem estar na praia entre as 11h e as 16h. As queimaduras solares podem causar danos cutâneos irreversíveis, resultando anos mais tarde em pele frágil, precocemente envelhecida e com risco de tumores cutâneos.
5. Atenção aos dias de calor
Nos dias de maior calor as famílias devem evitar ao máximo a exposição ao sol. A radiação ultravioleta é refletida nas superfícies claras e espelhadas, como a areia branca, a água e a neve. Na praia, mesmo dentro de água ou na sombra de um chapéu de sol, a criança não está totalmente protegida da ação dos raios ultravioleta.
Mais informações: Sociedade Portuguesa de Pediatria
