No caso de vómitos e diarreia aguda, a preocupação principal é manter a criança hidratada.
Ana Margarida Marques

Mesmo sabendo que o mal-estar da criança pode ser passageiro, é essencial que os pais tomem medidas de atuação básicas, recomenda Ivete Monteiro, Enfermeira Especialista em Saúde Infantil e Pediátrica.

E sempre que necessário, os pais devem receber a orientação técnica mais adequada a cada situação, alerta a enfermeira.

Os vómitos por si só não são razão de alarme e normalmente são uma situação transitória. Quando ocorre uma gastroenterite, por exemplo, a criança vomita de forma progressiva.

Neste caso particular, os cuidados em casa são essenciais – e muitas vezes eficazes – para ajudar a criança a parar de vomitar. Esses cuidados consistem em oferecer líquidos (água ou chá) em pequenas quantidades e ir introduzindo alimentos mais sólidos para que a criança os tolere. Utilizar um soro de reidratação oral ajuda a manter os níveis de hidratação.

Contudo, é essencial diferenciar um problema passageiro de uma situação mais grave. “Existem casos em que os vómitos podem indicar um problema mais sério. Em caso de dúvida, a criança deve ir ao médico”, avança Ivete Monteiro.

As diarreias são causadas por um vírus ou uma bactéria que atuam sob a mucosa do intestino – também por diversas causas.

A diarreia carateriza-se pela alteração da frequência e da consistência das fezes, podendo estar associada a uma gastroenterite, por exemplo.

A atuação depende do contexto em que ocorrem estas situações na criança – como os vómitos, a diarreia ou a febre.

Sinais de desidratação

Estas situações podem ser favoráveis a uma situação de desidratação.

Para evitar este problema grave, os pais devem estar atentos aos sinais de alerta mais comuns:

  • A criança ou bebé está desidratada(o) quando se observa que:
  • A fontanela anterior (moleirinha) do bebé está acentuada.
  • A mucosa labial (dentro da bochecha) mais seca.
  • Diminuição da frequência da urina.
  • Urina mais concentrada e mais amarela.
  • Fazer a prega cutânea e constatar que a pele tem elasticidade insuficiente.
  • Ausência de lágrimas e prostração.