A função da alimentação

O processo de alimentação contribui para o treino de competências relacionadas com a linguagem. Saiba mais sobre a importância de dar os estímulos adequados na “fase oral”.

Ana Margarida Marques
O bebé descobre o mundo através da boca. Ao levar à boca, a sua mão, a fralda ou um brinquedo, por exemplo, a criança vai tendo contacto com a realidade em seu redor. Na designada “fase oral”, os alimentos não servem apenas para nutrir e para crescer saudável e as funções alimentares repercutem-se noutras partes do corpo, na adaptação inicial da vida humana e no desenvolvimento infantil.

Evolução da linguagem com a alimentação

Segundo Teresa Sameiro, terapeuta da fala, o processo da alimentação contribui para que haja uma evolução de toda a estrutura oral da criança, condição básica para se adquirirem competências relacionadas com a linguagem.

“A alimentação tem a ver com um crescimento motor que vai treinar as estruturas orais para, numa fase posterior, a criança aprender a dizer as palavras”, começa por explicar Teresa Sameiro.

Movimentos da boca treinam competências

Os movimentos da boca implicam o treino da capacidade de competências, como a do reflexo de sucção ativo no bebé durante os primeiros quatro meses. Esta dificuldade é expressa no caso dos bebés prematuros, sujeitos a uma sonda para se alimentarem, em que há um défice de sensibilidade oral e de deglutição, acrescenta a terapeuta. Mas é surpreendente o conjunto de respostas que qualquer bebé desencadeia nesta fase.

Vínculo afetivo relacionado com nutrição

A relação que se estabelece com o bebé durante a alimentação promove outro fator fundamental, o vínculo afetivo (amor) entre pais e filhos. “Quando a mãe está a alimentar o bebé, significa que está a fazer com que ele cresça e a extrapolar que, bem alimentado, vai ser um adulto saudável e feliz”, acrescenta Teresa Sameiro.