Nos dias 12 a 17 de outubro decorre o FIC.A – Festival Internacional de Ciência em Oeiras. Com uma programação gratuita, o evento convida as pessoas de todas as idades a explorar “os mundos da ciência e tecnologia para celebrar o conhecimento, a curiosidade e a criatividade”.

O FIC.A – Festival Internacional de Ciência em Oeiras, que conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República na sua edição de estreia, reunirá mais de 100 entidades académicas, científicas, tecnológicas, diplomáticas, governamentais e não-governamentais.

De 12 a 17 de outubro, nos Jardins e Palácio Marquês de Pombal, em Oeiras, o FIC.A inclui um programa adequado para todas as idades, sendo que durante a semana, durante os períodos da manhã e início de tarde, o foco são as atividades para as escolas. Ao final do dia e ao fim de semana existem eventos para públicos mais diversificados e para toda a família.

É um “festival inspirado na tradição britânica dos festivais de ciência e que se distingue dos modelos a que estamos habituados pela interatividade”, revela a organização, numa notícia avançada pela agência da Lusa.

Concertos, circo contemporâneo, palestras, exposições e cinema 

Concertos, circo contemporâneo, palestras, exposições e cinema são algumas das propostas do primeiro Festival Internacional de Ciência em Portugal, que durante seis dias oferece mais de mil horas de programação científica, cultural e artística, em Oeiras.

A edição pioneira de um festival internacional de ciência inclui um programa gratuito – dividido entre auditórios, cinema, espaço literário, áreas expositivas ou dedicadas ao desporto e uma zona gastronómica. O evento inclui também uma programação educativa, preparada para receber 20 mil alunos e contribuir para a sua educação e cultura científica.

É uma “iniciativa diferente”, um “festival inspirado na tradição britânica dos festivais de ciência e que se distingue dos modelos a que estamos habituados pela interatividade”, avança à Lusa Rúben Oliveira, diretor científico da Senciência, empresa que organiza o evento.

Ecologia, arte, ciência e natureza são temas de destaque

Entre as propostas para esses dias, Rúben Oliveira destaca a participação do biólogo norte-americano Thomas Lovejoy, que faz investigação na Amazónia há mais de 50 anos e é considerado o pai da diversidade biológica, “um nome que aparece nos manuais e livros de história sobre ecologia e biodiversidade”.

“Temos Timothy Caulfield [investigador canadiano] que se dedica à ética na saúde e tem trabalhado muito a temática da desinformação na saúde, que se acentuou com a pandemia, e queríamos que este fosse um tema em destaque no festival”, sublinha.

Em termos de arte, o diretor do festival destaca um concerto de Noiserv à noite, com o habitual espetáculo de luz e performance musical associada a “muita tecnologia”.

“Vamos ter circo também, a partir de um projeto europeu que será implementado em Portugal pela MagdaClan, que é uma companhia de circo contemporâneo italiana, em parceria com o Chapitô”, acrescentou.

Palestras e convidados de destaque

Quanto a autores, estarão presentes nomes como o jornalista alemão Jürgen Kaube, que não só participará numa sessão com autores, como fará uma palestra sobre a teoria de tudo – como tudo começou, desde a mais ínfima questão à mais abrangente -, ou o autor britânico e editor da revista Nature por mais de vinte anos, Philip Ball, que trará uma “visão sobre padrões em comum entre arte e natureza, como a natureza inspira a arte”.

O FIC.A terá também a participação de vários curadores, “que representam algumas das mentes mais brilhantes no país”, desde Emanuel Gonçalves, que fará uma apresentação sobre oceanos, Elvira Fortunato (Prémio Pessoa e especialista pioneira mundial na eletrónica de papel), que escolheu falar com as escolas e falar da tecnologia que desenvolve, ou Zita Martins, que irá falar de astrobiologia.

Barry Fitzgerald, autor e comunicador irlandês que se dedica a explorar a ciência por detrás dos super-heróis, a autora Amy Stewart e a historiadora de ciência da Universidade de Harvard Naomi Oreskes são outros dos nomes convidados a participar no certame.

Festival preparado para receber 40 mil participantes 

“A experiência pode ser de tudo um pouco: às três estar a ver uma palestra, às quatro ver uma sessão de cinema, às cinco uma exposição, às nove concertos e às dez estar numa livraria, numa sessão com autores. Existem todos estes formatos dentro do FIC.A”, explica Rúben Oliveira.

A principal preocupação dos programadores foi que o festival “falasse para todos e para cada um”, daí terem segmentado as atividades: o que é para crianças, de que ciclos de ensino, o que é para adultos, o que é para o público sénior, acrescentou o responsável, adiantando que o festival está pensado para receber, além dos alunos, mais 20 mil pessoas, num total que ronde os 40 mil participantes

Mais informação: FIC.A