É uma doença que continua a afetar crianças em todo o mundo. Portugal não é exceção, apesar de os dados mais recentes indicarem uma tendência decrescente no excesso de peso e na obesidade na infância.
Ana Margarida Marques

A alimentação saudável e a prática de exercício físico são estratégias básicas para prevenir a obesidade infantil, doença que afeta milhares de crianças e que apenas no final da última década começa a registar uma tendência decrescente em Portugal: de 15,3% em 2008 para 12,0% em 2019. 

Os números são retirados do estudo COSI Portugal 2019, que demonstra uma diminuição da prevalência de excesso de peso e de obesidade infantil em Portugal.

O estudo revela existir também uma diminuição do excesso de peso nas crianças, de 37,9% em 2008 para 29,6% em 2019.

A região do Algarve foi a que apresentou menor prevalência de excesso de peso infantil (21,8%) e os Açores a que apresentou o número mais elevado (35,9%). A região do Alentejo regista menor prevalência de obesidade infantil (9,7%). 

Por regiões, os Açores são a região com maior predomínio de excesso de peso infantil, com uma em cada três crianças com peso a mais. 

Em 2019, 8844 crianças das escolas do 1º ciclo do ensino básico português, foram convidadas a participar no estudo, das quais 7210 foram avaliadas em 228 escolas.

O COSI Portugal é um sistema de vigilância do estado nutricional infantil das crianças em idade escolar, entre os 6 e os 8 anos. É integrado no estudo Childhood Obesity Surveillance Initiative for Europe (COSI/OMS Europa).

Coordenado cientificamente pelo Instituto Ricardo Jorge, e em articulação com a Direção-Geral da Saúde, o COSI Portugal conta com a colaboração, a nível regional, das administrações regionais de saúde e com as direções regionais de saúde dos Açores e da Madeira.