Quando não usado em excesso, o smartphone pode ter um papel positivo no bem-estar da família, sugere um artigo na publicação Journal of Child Psychology and Psychiatry.
Ana Margarida Marques

Hoje em dia muitos pais receiam que passar tempo a usar os seus smartphones possa ter um impacto negativo na sua relação com os filhos.

Uma revisão da literatura científica levada a cabo por uma equipa de investigadores do Menzies Health Institute Queensland – Griffith University, na Austrália, aponta que os efeitos negativos dos smartphones na relação pais-filhos são “infundados” e “pouco claros”.

Divulgado na publicação Journal of Child Psychology and Psychiatry, o estudo indica que a utilização de smartphones aparece associada a uma melhor (e não pior) parentalidade. Quando não usado em excesso, o smartphone pode ter um papel positivo no bem-estar da família, sugere o estudo.

Explorar diversas experiências das famílias com a tecnologia

Com base na análise dos dados de 3.659 inquéritos aos pais, os investigadores testaram 84 possibilidades diferentes para avaliar se a utilização de smartphones estava associada à parentalidade, e encontraram poucas provas.

Os autores consideram assim que não devem ser retiradas conclusões generalizadas sobre os riscos familiares associados ao uso de smartphones.

A investigação deveria ir no sentido de procurar os efeitos reais da utilização de smartphones em diversos contextos familiares, acredita a autora principal do estudo, Kathryn L. Modecki.

“Encontrámos muito poucas provas de problemas e esperamos que estes dados nos ajudem a avançar para conversas mais construtivas em torno das diversas experiências das famílias com a tecnologia, riscos reais associados à parentalidade, e onde podemos melhor apoiar”.