As crianças que ingerem cinco ou mais porções de fruta e legumes por dia revelam mais bem-estar, alegria e relações interpessoais mais felizes, segundo um artigo publicado na revista BMJ Nutrition Prevention & Health.
Ana Margarida Marques

As frutas e os legumes são essenciais para alcançar uma alimentação completa, equilibrada e variada, trazendo muitos benefícios para a saúde, devido à sua composição nutricional, rica em fibras, vitaminas e minerais e outros compostos. 

Um estudo publicado pela revista BMJ Nutrition Prevention & Health salienta que as crianças que comem uma dieta rica em frutas e legumes têm melhor saúde mental.

De acordo com os especialistas, as crianças deveriam ingerir cinco ou mais porções de fruta e legumes por dia.

O inquérito abrangeu quase 9 mil crianças de mais de 50 escolas de ensino secundário e do ensino básico em Inglaterra.

Muitas crianças comem pouca fruta e legumes, além de que também saltam o pequeno-almoço e o almoço, de acordo com as principais conclusões do estudo.

Durante a investigação, as crianças relataram as suas próprias escolhas alimentares e participaram em testes de bem-estar mental adequados à idade, que avaliaram a alegria, o relaxamento e as suas relações interpessoais.

Consumo de frutas e legumes continua abaixo das recomendações

As recomendações da Roda da Alimentação Mediterrânica apontam para um consumo diário de 3 a 5 porções de frutas e 3 a 5 porções de hortícolas.

As frutas e os hortícolas são alimentos que fazem parte da gastronomia de todos os países do mundo. 

Contudo, o seu consumo encontra-se globalmente abaixo das 400 g/dia recomendados pela Organização Mundial da Saúde, contribuindo para o aumento de doenças crónicas não transmissíveis. 

A produção de frutas e legumes desempenham um papel importante no ambiente, na inclusividade e na produtividade, através das práticas agrícolas, da biodiversidade, da utilização de recursos naturais, do acesso de pequenos agricultores e empresas agrícolas a mercados viáveis, da qualidade dos alimentos ao longo de toda a cadeia de abastecimento alimentar, da acessibilidade destes alimentos às populações mais vulneráveis, da gestão de perdas e desperdícios e do desenvolvimento económico e tecnológico à escala global.