Saiba quais os sinais de alerta relativamente a alterações relacionadas com as fezes e a urina do bebé nos primeiros tempos de vida.
Texto: Colégio da Especialidade de Enfermagem em Saúde Infantil e Pediátrica, Ordem dos Enfermeiros | Edição: Ana Margarida Marques

No período neonatal, o bébé urina várias vezes ao dia. A urina clara e na fralda é comum observar a presença de um resíduo semelhante a um pó da cor de tijolo que se deve à  presença de cristais de urato de amónia na urina do recém nascido. Não constitui problema e desaparece com o tempo.

O escurecimento da urina que mancha a fralda e clareamento das fezes (brancas ou esbranquiçadas) no recém nascido e/ou lactente geralmente após 10 ou 15 dias de vida acompanhada de icterícia da pele e olhos mantendo a criança um bom estado geral alimentando-se normalmente, inclusive ganhando peso, são sinais clínicos sugestivos de colestase neonatal e é imperativo procurar o pediatra para esclarecimento da situação.

Alteração da cor, consistência e frequência das fezes

As primeiras fezes do bébé são chamadas de mecónio. Têm um aspeto pegajoso, cor preto-esverdeada e são eliminadas até o 2º dia de vida.

Pelo 3º dia, as fezes mudam as suas características. São as chamadas fezes de transição. São de cor castanho-esverdeadas, são menos pegajosas que o mecónio e podem conter coágulos de leite. 

Após o 3º ou 4º dia, as fezes do bebé (amamentado ao peito) são amareladas, cor de ouro, moles ou às vezes líquidas, com cheiro forte. É normal o bebé evacuar após cada mamada.

Como agir em caso de diarreias

Já a diarreia é uma afeção frequente nos primeiros três anos de vida e tem várias causas possíveis: micróbios como vírus, bactérias, parasitas; contaminação de objetos ou alimentos ou efeitos secundários de algum antibiótico.

Se o aspecto das fezes muda repentinamente (muito líquidas, mais de quatro vezes por dia e em quantidade) pode ser sinal de diarreia e precisa de rapidez no tratamento, para evitar desidratação da criança. 

Para evitar a desidratação é necessário aumentar a quantidade de líquidos que a criança bebe. Se estiver a ser amamentada, deve ser colocada ao peito mais vezes.

Boas práticas para evitar diarreias

Os microorganismos que  provocam a diarreia, muitas vezes, são transmitidos das mão/objetos para a boca da criança.

Algus comportamentos são aconselhados para diminuir o risco de diarreia. Por exemplo, ter bons hábitos de higiene como lavar bem as mãos com água e sabão depois de mudar a fralda, antes de preparar o biberão ou de colocar o bebé ao peito.

A esterilização de tetinas, biberons, chupetas são essenciais para prevenir a diarreia.

A partilha de objetos entre crianças deve ser evitada sempre que possível.