Como se relaciona o bebé

À medida que vai crescendo, a criança adquire competências de sociabilidade. Fique a saber mais sobre a sua capacidade de comunicar e de conviver com os outros.

Texto: Teresa Abreu | Edição: Ana Margarida Marques

Acompanhe as competências de sociabilidade da criança dos zero aos três anos – as primeiras gargalhadas, as gracinhas, quando abana a cabeça para dizer “não”, a etapa em que já aprende a partilhar e começa a brincar com os outros.

1º Mês

A face da mãe é o que mais o encanta, desde as primeiras horas consegue imitar caretas. Quer ouvir, olhar e dar respostas. Adora “conversar” por expressões.

2º Mês

Sorri e vocaliza quando lhe sorriem ou falam e forma uma espécie de “dueto musical” com a pessoa.

3º Mês

Apresenta diferentes choros para comunicar, exprime prazer e desprazer agitando os membros, sorri para a receber e dá gargalhadas.

4º Mês

Adora passear ao colo, mostra preferência por pessoas mais próximas e não gosta de estar sozinho, vincula-se aos pais e começa a ter algum sentido de humor.

5º Mês

Apresenta-se mais expressivo, revela timidez, medo, repugnância e raiva, diferencia a voz amistosa da zangada e reage de modo diferente, agita os membros para chamar a atenção.

6º Mês

Vira-se quando o chamam, participa nas conversas a palrar, compreende “não” e “adeus”, capta a atenção de forma mais visível e determinada, usando o toque ou levantando os braços.

7º Mês

Olha à volta como se fosse “dono do mundo”, ri e brinca com uma expressão de triunfo, olha e tenta tocar noutro bebé e responde ao seu nome.

8º Mês

Percebe o “não” e diz “mamã” e “papá” com significado, apresenta uma ligação especial à mãe.

9º Mês

Volta-se quando o chamam, deseja participar nas brincadeiras e exprime a sua vontade, a ansiedade em relação a pessoas estranhas está no pico e olha para os pais à procura de pistas de confiabilidade.

10º Mês

Procura pessoas conhecidas se lhe perguntar “onde está o…”, responde ao pedido verbal, imita. Gosta de interagir com outros bebés. Mostra preferência por um determinado objeto que o ajuda a adormecer.

11º Mês

Oferece o brinquedo mas não o larga e abana a cabeça para dizer “não”.

12º Mês

Muito sociável, procura ativamente a interação, faz tudo para que os pais se riam, repete as gracinhas, ri do que faz rir os outros, dá e recebe objetos, zanga-se se lhe tirarem o brinquedo, diz que não com a cabeça e gosta de imitar as pessoas.

14º Mês

O bebé aprecia reuniões sociais e gosta muito de participar nelas.

16º Mês

Inibe-se com um “não”, tenta colaborar nas atividades, dá a mão para se sentir seguro, mostra e oferece brinquedos, atira objetos quando está chateado e pode começar a fazer birras, trata o pai e a mãe de forma diferenciada, pode ser mais duro para quem se ocupa mais dele.

18º Mês

É um rebelde com causa, faz o oposto do que se lhe diz e pode fazer birras, explora os limites da tolerância do adulto, a independência e o controlo estão na linha da frente, é muito conversador e brinca junto das outras crianças, mas não com elas.

24º mês

A mãe é ainda uma figura muito importante para a segurança da criança, não gostando de estranhos, adora canções e versos, gosta de brincar ao faz de conta, ganha independência pela negação, é possessiva em relação aos seus brinquedos e insiste nas rotinas.

36º meses

Maior independência dos pais, menos egocêntrica, aprende a partilhar, brinca com os outros e mostra empatia, gosta de fazer escolhas. É de emoções fortes, ciumenta, tem um imaginário complexo e podem surgir medos e fobias, gosta de brincar à “vida real”, sabe de que sexo é e tem um sentido seguro de si.

Leia com atenção

  • Cada bebé é único e desenvolve-se ao seu próprio ritmo.
  • A evolução do seu bebé pode acontecer mais cedo ou mais tarde, sem que isso seja motivo de preocupação.
  • É possível uma aparente regressão na aquisição de competências sempre que há uma nova etapa.
  • Um espírito de abertura e uma boa dose de amor e sintonia por parte dos pais facilitará o encontro entre o mundo da criança e aquele que ela encontra.
  • Os pais devem partilhar as suas preocupações com um médico da sua confiança.
  • As preocupações dos pais são fruto da sua vulnerabilidade, mas por vezes a sua sensibilidade pode alertar para uma necessidade de apoio ou intervenção.