Amamentar durante mais tempo e em exclusivo está associado a um menor risco de infeções infantis que requerem hospitalização, refere um novo estudo dinamarquês.
Ana Margarida Marques

Um estudo dinamarquês publicado na revista Pediatrics refere que amamentar mais tempo e em exclusividade pode representar um menor risco de infeções infantis que requerem hospitalização.

Os investigadores estudaram os dados de 805 pares mães-crianças. Um total de 777 mães iniciou o aleitamento materno, e a duração média do aleitamento foi de 7,6 meses. Da amostra, 626 bebés foram amamentados exclusivamente, com uma duração média de 2,1 meses; aos 6 meses de idade, nove bebés (1%) eram amamentados em exclusivo.

Mães devem ser encorajadas a amamentar

Segundo os resultados, 207 bebés foram hospitalizados uma ou mais vezes durante o período do estudo devido a infeções.

Os investigadores não encontraram qualquer diferença estatisticamente significativa entre as taxas de infeção para os bebés que nunca foram amamentados e os que foram amamentados.

A duração da amamentação fez, contudo, a diferença. Cada mês adicional de amamentação foi associado a um menor risco de hospitalizações por infeção.

Os resultados apoiam a importância da amamentação pelo que as mães devem ser encorajadas a amamentar, reforça o autor principal do estudo, Steffen Husby, professor de pediatria no Hospital Infantil Hans Christian Andersen do Hospital Universitário de Odense, na Dinamarca.

Benefícios em bebés amamentados durante quatro meses

Estatísticas à parte, os autores clarificaram que os bebés que são alimentados com fórmulas podem lidar muito bem até mesmo com infeções graves.

A duração da amamentação exclusiva foi associada a taxas mais baixas de hospitalização por infeção durante os primeiros 24 a 36 meses de vida.

Os bebés que foram amamentados exclusivamente durante 4 meses ou mais tinham um menor risco de hospitalização por infeções durante os primeiros 24 a 36 meses de vida, em comparação com os bebés que nunca foram amamentados ou não foram amamentados em exclusividade.

Os investigadores também analisaram os sintomas de bebés que tiveram infeções em casa, mas que não recebiam cuidados hospitalares. Para estas infeções menos graves, não havia associação entre a duração da amamentação e a prevalência de quaisquer sintomas de infeção.